Parabéns Cristóvão Borges.
A vitória sempre vem em boa hora.
Essa de quarta feira, com show do Monarca e Tenorão, não
poderia ter vindo em hora melhor.
O adversário também não
poderia ter sido outro que não o Palmeiras, um time de sentar e chorar.
Nossa mãe, como é fraco o time do Palmeiras!
Mas nós não temos nada com isso.
A nós só cabe exercer o papel de time que com todos os
méritos se agarra a sua posição entre os melhores do país, por mais que o
narrador da partida tenha garantido que as duas equipes vivem um “drama”.
Até certo ponto isso nos cabia. Verdade que perder em casa
do Bahia de 4 a 0 também é pra sentar e chorar. Mas aquilo ali foi puramente
“episódico”. É como disse o meu amigo Márcio Júnior.
“ Mulek, tu viu o time que o Vasco entrou em campo? Tu viu o
banco? Só tomou de 4 por causa da camisa do Vasco. Bota uma camisa do
Friburguense nesses maluco para tu ver se não toma de 6.”
Em todo caso, também foi um mal que veio pra bem.
Não preciso me repetir aqui
dizendo tudo que penso sobre nossa boa campanha, nem sobre técnicos em
geral e Cristóvão Borges, figura das mais raras aí no meio do futebol, que
sempre terá minha torcida e admiração. Não preciso, mas vou me repetir.
Cristóvão entrou para
o hall de grandes profissionais da história do Club de Regatas Vasco da
Gama. Teve uma coragem que poucos de nós
teríamos. Conduziu um trabalho brilhante ao longo de um ano e foi vítima do
esfacelamento do elenco tanto quanto nós.
Hostilizado ele foi desde sempre. Há pessoas que nunca
aceitaram que ele fosse técnico do Vasco, às vezes por pura e simples bobagem
de nomenclatura. “Fulaninho de tal é técnico, o Cristóvão é auxiliar, é
interino.” Levou pouco mérito, crédito e em várias vezes carregou a culpa
sozinho.
Ah...levou diversos “nó táticos”. Lembra do nó do Oswaldo de
Oliveira Michels, que agora joga no revolucionário esquema sem atacante????
Pois é, três minutos de jogo, os cara me fazem um gol de gandula ( Bonitinha,
mas ordinária). E o “nó” do Abel? Que começa quando o Diego Souza chuta uma
bola no travessão e liga o contra-ataque dos caras, que sofrem o pênalti e abrem
o placar, lembra? Não se esqueça do “nó tático” do Tite na Libertadores, que se
dá naquele exato momento em que Diego Souza é vencido pelo goleiro.
Quer dizer que eu vivo numa mentira? Tudo que eu chamei de
futebol na minha vida hoje se chama nó tático?Pois é.
Eu não sei vocês, mas no futebol o que eu mais gosto é de
jogador de futebol. Não nego, absolutamente, a importância dos técnicos. Mas
também não entro nessa “fetichização”, que leva nego a perder 700 conto pra um
cara que não chuta a bola. Acho isso um grande absurdo. Acho até que tinha que
ser proibido.
Lógico que o técnico tem sua parcela de importância. Ele escolhe
os melhores e posiciona os caras para jogar da melhor forma que ele acha
possível, administrando egos um maior que o outro. Mas esse negócio de esquema
tático, que também não nego absolutamente sua profunda relevância, vai muito
até ali a página 3.
Se não tiver o glorioso jogador de futebol para executá-lo,
fica ruim pro lado do esquema. Qualquer um deles. Três zagueiros, seis volantes,
dois goleiros, dez atacantes.
O Cristóvão tinha o esquema dele. Era bom, funcionava muito
bem até tirarem vários dos seus melhores e colocarem quebra-galhos nos lugares.
No começo, tudo correu bem. O time conseguiu se manter. As vezes não jogava bem,
mas conseguia as vitórias. Na época, não havia quase mais contratações que
pudessem ser feitas. Um camaradinha da Série B e olhe lá. Apostas. Que até
poderiam, e ainda podem ser feitas. Eu
acreditei, com a manutenção dos bons resultados, que podíamos seguir bem e
chegar na taça ( Será que ainda dá?). Me condene por ter acreditado, eu sou
culpado. Razões pessoais, me consideraria um mau torcedor se não tivesse acreditado e escrito sobre as
minhas esperanças mais sinceras.
A queda de produção até demorou pra começar. Cristóvão não
conseguiu lançar novos olhares para a forma de jogo do time. O time, por sua
vez, também começou a não responder tão bem às dificuldades como sempre foi a
marca desse grupo, e o buraco foi ficando cada vez mais embaixo. A relação entre torcida e técnico, que sempre
foi difícil, azedava a cada dia mais.
Por mais que o Cristóvão sempre tenha sido respeitoso com a
torcida, nunca tenha dado uma resposta atravessada para ninguém, sempre tenha
aceitado críticas com serenidade, chega uma hora em que enche-se a porra do
saco. Desgasta. E ele encheu-se de tantas críticas, justas e injustas, e pediu
o boné. Onde já se viu? Cristóvão foi criticado até pela serenidade! Serenidade
amigo, serenidade... quem pode ser criticado por isso?
Prestando aquele que espero que não seja seu último serviço
pelo Vasco, pediu a demissão para o nosso bem. Agradeceu todo mundo, jogadores,
torcida, direção e produziu o “fato novo”, como ele mesmo disse. Entendeu que
sob seu comando, o time não demonstraria a reação que ele torce e confia que
acontecerá. Um cara dessa categoria e tu ainda quer que eu não goste dele? E o “fato novo” foi produzido em ótima hora,
logo às vésperas de um jogo contra o Palmeiras. Eu já disse pra vocês como é
ruim o time do Palmeiras, com o demitido “Feliponta” e tudo?
E num é que eles saíram na frente? Cruzamento pra área,
defesa de Prass, furada do Dedé, e gol deles. A meia dúzia presente nas
melancólicas arquibancadas de São januário já começou a vaiar dali mesmo. A jogada
que dará o terceiro gol de Tenório no campeonato e nosso empate, é criada sob
apupos. O Vasco merecia sair do primeiro tempo com um empate pelo menos. Fazia
uma apresentação correta até levar um gol.
O time pareceu mais leve também, mais calmo e concentrado.
Concentrado mais nem tanto. Se não é aquele “péssimo e horroroso” goleiro que
temos, os caras pulariam na frente do placar, explorando as costas do péssimo e
horroroso Max. Terrível.
Nosso goleiro “péssimo e horroroso” já tinha feito outra
grande defesa no primeiro tempo.
Pouco depois, Vossa majestade cobraria falta na nuca de
Nílton para virar o placar e a torcida a favor.
O gol é do Juninho. O
Nilton só fez o gol.
Dali em diante, o time do Palmeiras, mais feio que bater em
mãe, ficou totalmente entregue. E ficou mole pra nós. Felipe entrou no lugar de
John Cley, que parece muito promissor( e já tem tamanho de homem) , e comprovou
as propriedades “xamânicas” do futevôlei . Jogou 30 minutos de futebol que não
jogava há muito tempo. Dominando o jogo,
Tenório recebeu no contra-ataque e deu um passe de Juninho pra Juninho meter
pra dentro como Tenório.
O gol é do Tenório. O Rei só fez o gol.
O resultado traz pelo menos a tranquilidade para o próximo
réu começar seu trabalho.
E o burro da vez é o Marcelo Oliveira, que desde já desejo
toda sorte. Ele vai precisar. Todos precisam.
Aos burros de sempre, peço paciência para que deixem o homem
trabalhar. Deixa o cara conhecer os jogadores, ele conhece bastante até, deixa
ele assentar a filosofia dele e pelo amor de deus, deem um mínimo de crédito
para o cidadão! No mercado, era de fato a melhor opção e corroboro o elogio de
outros companheiros à diretoria pela forma com que fez a troca. Foi ágil, o que
é deveras surpreendente. Agilidade não é bem a marca da administração do meu
ídolo Roberto.
Meu ídolo Roberto que está mais pressionado do que nunca.
Quem mandou vender o título?Agora aguenta! A agenda política vai dominar a
discussão. Troca nas vice-presidências, mudanças no departamento de futebol.
Essas coisas de gabinete eu deixo pra quem conhece falar. Espero que os
engravatados que sentarem as bundas nas cadeiras vagas toquem o negócio pra
frente. Que sejam escolhidas figuras que possam no mínimo se dedicar
integralmente às funções que exercerão, único modo de fazê-las de forma eficaz .
Urgente pra mim é saber quem será o cara que vai passar a
mão no telefone e ligar pra empresário, jogador e trazer pra ajudar o Vasco
dentro do campo. O Daniel parece que não tem telefone de ninguém né? Aí não dá!
De resto ....vocês que são brancos que se entendam. O que vocês decidirem aí
pra mim tá bom.
Mas faz um negócio direito, olha lá hein.
Notas:
1.Obrigado professor Cristóvão! Tudo de bom na sua vida e
muito sucesso na sua carreira. Esteja certo que estarei em São Januário para
aplaudi-lo se um dia o senhor voltar como rival. Ou quem sabe, como aliado.
2. Seja bem vindo professor Marcelo! Que você consiga ter o jogo de cintura para
comandar um gigante como o Vasco e nos leve aos títulos que ainda lhe faltam na
carreira e povoam nossas esperanças. Se não for possível...dá pra seguir pelo menos com essa “droga” de “boa
campanha”?Para esse ano e com nosso elenco tá lindo!
3. John Cley: Parece que o moleque é bola mesmo. Vamos ver o
que próximos capítulos dirão. Em princípio, anima. Luan: Não entrou uma na boa
ainda. Queria ver testado ao lado do Dedé, mas acho que ainda precisa um
pouquinho mais de corpo ou então vai ter que jogar muita bola. Dizem que joga.
Torço pra isso. Marlone: Dizem ser o mais promissor deles. Tomara. Tem que
entrar na boa também.
4. Nada melhor que ter o Botafogo como rival pela vaga na
Libertadores. Light!
5.”Mate Max”,nããããããããããããããooooooooooooo!
6.Olha só.... colé da
situação do Renato Silva? Cadê? Que porcaria de documento é esse? Simplesmente
não se fala mais sobre isso. Não tem sentido esse negócio! E o Rodolfo? Que que houve com as pernas dele? Ninguem
sabe, ninguém viu? Cadê?
7. Mauro Galvão está no Vasco. Isso é sempre bom.Boa sorte
capitão América!
8.Tenório.
9. Dedé.
10.Juninho.
11.Juninho.
1000. Juninho.
Abraço a todos
@joao_almirante