quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Juninho não temeu ser "escudo", temeu ser a lança


Juninho voltou ao Vasco para cumprir uma dívida, segundo suas próprias palavras.

Isso já me intriga

Então é disso que sempre se tratou, Rei?

Dívida?

Não, não...

Naquele sábado mágico em São Januário do seu retorno ninguém estava lá de credor...

Ninguém estava em dívida com ninguém. Estávamos em estado de graça, apenas celebrando nosso título, nosso rei, nosso resgate!

E foi assim com você, Rei!

Todos os dias de sua passagem celebramos sua presença e o privilégio de tê-lo novamente conosco.
Sua entrevistas, mesmo agora, continuam serenas.Tem mesmo o dom da palavra esse Pernambucano rei da bola...

Entender a decisão de Juninho, o direito soberano a ela? Entendo, é claro.

Não me interessa discutir o direito, todo mundo tem direito ao próprio nariz, a escolher o que acha melhor pra si. Se ele acha que o melhor é se aposentar tranquilão nos Estados Unidos, dinheirão no bolso em dia, jogando bola na panela do Henry contra um monte de cego...muito que bem.

Mas a torcida tem direito de ficar magoada, decepcionada, e ainda bem que, segundo o próprio Juninho, ele “respeita opiniões”, respeita quem fica decepcionado, como eu.

É claro que bate a decepção! Juninho é um cara tão foda, mas tão foda, que a gente sempre espera que ele tome a atitude mais foda possível. E é duro quando a projeção não bate com a realidade.... dos comuns esperamos atitudes comuns, dos ídolos esperamos mais, esperamos tudo. Ônus  e Bônus, nego.

Juninho não temeu ser o “escudo”, como disse.

Temeu e abdicou de ser a lança de que precisamos. Na hora em que mais precisamos!

Pelo que entendi, seria uma vergonha para ele ajudar a reconstrução do Vasco em um time modesto, uma mancha em seu irrepreensível currículo. Pelas suas declarações finais, deu a entender que é um adeus ao Vasco definitivo, a “dívida” está paga...ele veio jogar apenas seis meses para pagar a “dívida”.

E a gente aqui sonhando com a despedida magnífica, uma aposentadoria/cargo de diretor, um convívio eterno com o Rei.

Sou grato, claro, a tudo que esse grande profissional representou na história do Vasco e na minha vida de torcedor em especial. Suas conquistas e sua postura enquanto vestiu nossa camisa, ninguém apaga, nem mesmo ele se quisesse.

Estou tranquilo quanto ao meu compromisso e, talvez, a “dívida” que tinha com você. Honrei todos os dias o contrato que assinamos sem caneta e sem papel. E ninguém poderá dizer que você não honrou também. Foi recíproco.

Pelo menos enquanto durou o seu de papel.  

Espalhei pro mundo a felicidade de ter a Cruz de Malta de chuteiras no nosso modesto, e “sujo” convívio todos esses breves dias...

Mas... Desculpa. Por mais que meu cérebro entenda esse rompimento, eu não penso só com ele todo tempo. Minha opinião nesse caso é passional, e não me diga que ela é menor por isso, e vê o meu lado.  O Juninho vê o dele, eu vejo o meu. É justo.

O Vasco que também vá correr atrás de ver o seu.

Encontre seus caminhos e produza novos ídolos.

Que não temam a coroa.

@joao_almirante

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Que o novo burro tenha sorte e os outros burros paciência


Parabéns Cristóvão Borges.
Dito isto, adiante.

A vitória sempre vem em boa hora.

Essa de quarta feira, com show do Monarca e Tenorão, não poderia ter vindo em hora melhor.
O adversário também não  poderia ter sido outro que não o Palmeiras, um time de sentar e chorar. Nossa mãe, como é fraco o time do Palmeiras!

Mas nós não temos nada com isso.

A nós só cabe exercer o papel de time que com todos os méritos se agarra a sua posição entre os melhores do país, por mais que o narrador da partida tenha garantido que as duas equipes vivem um “drama”.

Até certo ponto isso nos cabia. Verdade que perder em casa do Bahia de 4 a 0 também é pra sentar e chorar. Mas aquilo ali foi puramente “episódico”. É como disse o meu amigo Márcio Júnior.

“ Mulek, tu viu o time que o Vasco entrou em campo? Tu viu o banco? Só tomou de 4 por causa da camisa do Vasco. Bota uma camisa do Friburguense nesses maluco para tu ver se não toma de 6.”

Em todo caso, também foi um mal que veio pra bem.

Não preciso me repetir aqui  dizendo tudo que penso sobre nossa boa campanha, nem sobre técnicos em geral e Cristóvão Borges, figura das mais raras aí no meio do futebol, que sempre terá minha torcida e admiração. Não preciso, mas vou me repetir.

Cristóvão entrou para o hall de grandes profissionais da história do Club de Regatas Vasco da Gama.  Teve uma coragem que poucos de nós teríamos. Conduziu um trabalho brilhante ao longo de um ano e foi vítima do esfacelamento do elenco tanto quanto nós.

Hostilizado ele foi desde sempre. Há pessoas que nunca aceitaram que ele fosse técnico do Vasco, às vezes por pura e simples bobagem de nomenclatura. “Fulaninho de tal é técnico, o Cristóvão é auxiliar, é interino.” Levou pouco mérito, crédito e em várias vezes carregou a culpa sozinho.

Ah...levou diversos “nó táticos”. Lembra do nó do Oswaldo de Oliveira Michels, que agora joga no revolucionário esquema sem atacante???? Pois é, três minutos de jogo, os cara me fazem um gol de gandula ( Bonitinha, mas ordinária). E o “nó” do Abel? Que começa quando o Diego Souza chuta uma bola no travessão e liga o contra-ataque dos caras, que sofrem o pênalti e abrem o placar, lembra? Não se esqueça do “nó tático” do Tite na Libertadores, que se dá naquele exato momento em que Diego Souza é vencido pelo goleiro.

Quer dizer que eu vivo numa mentira? Tudo que eu chamei de futebol na minha vida hoje se chama nó tático?Pois é.

Eu não sei vocês, mas no futebol o que eu mais gosto é de jogador de futebol. Não nego, absolutamente, a importância dos técnicos. Mas também não entro nessa “fetichização”, que leva nego a perder 700 conto pra um cara que não chuta a bola. Acho isso um grande absurdo. Acho até que tinha que ser proibido.

Lógico que o técnico tem sua parcela de importância. Ele escolhe os melhores e posiciona os caras para jogar da melhor forma que ele acha possível, administrando egos um maior que o outro. Mas esse negócio de esquema tático, que também não nego absolutamente sua profunda relevância, vai muito até ali a página 3.

Se não tiver o glorioso jogador de futebol para executá-lo, fica ruim pro lado do esquema. Qualquer um deles. Três zagueiros, seis volantes, dois goleiros, dez atacantes.

O Cristóvão tinha o esquema dele. Era bom, funcionava muito bem até tirarem vários dos seus melhores e colocarem quebra-galhos nos lugares. No começo, tudo correu bem. O time conseguiu se manter. As vezes não jogava bem, mas conseguia as vitórias. Na época, não havia quase mais contratações que pudessem ser feitas. Um camaradinha da Série B e olhe lá. Apostas. Que até poderiam, e ainda podem ser feitas.  Eu acreditei, com a manutenção dos bons resultados, que podíamos seguir bem e chegar na taça ( Será que ainda dá?). Me condene por ter acreditado, eu sou culpado. Razões pessoais, me consideraria um mau torcedor  se não tivesse acreditado e escrito sobre as minhas esperanças mais sinceras. 

A queda de produção até demorou pra começar. Cristóvão não conseguiu lançar novos olhares para a forma de jogo do time. O time, por sua vez, também começou a não responder tão bem às dificuldades como sempre foi a marca desse grupo, e o buraco foi ficando cada vez mais embaixo.  A relação entre torcida e técnico, que sempre foi difícil, azedava a cada dia mais.

Por mais que o Cristóvão sempre tenha sido respeitoso com a torcida, nunca tenha dado uma resposta atravessada para ninguém, sempre tenha aceitado críticas com serenidade, chega uma hora em que enche-se a porra do saco. Desgasta. E ele encheu-se de tantas críticas, justas e injustas, e pediu o boné. Onde já se viu? Cristóvão foi criticado até pela serenidade! Serenidade amigo, serenidade... quem pode ser criticado por isso?

Prestando aquele que espero que não seja seu último serviço pelo Vasco, pediu a demissão para o nosso bem. Agradeceu todo mundo, jogadores, torcida, direção e produziu o “fato novo”, como ele mesmo disse. Entendeu que sob seu comando, o time não demonstraria a reação que ele torce e confia que acontecerá. Um cara dessa categoria e tu ainda quer que eu não goste dele?  E o “fato novo” foi produzido em ótima hora, logo às vésperas de um jogo contra o Palmeiras. Eu já disse pra vocês como é ruim o time do Palmeiras, com o demitido “Feliponta” e tudo?

E num é que eles saíram na frente? Cruzamento pra área, defesa de Prass, furada do Dedé, e gol deles. A meia dúzia presente nas melancólicas arquibancadas de São januário já começou a vaiar dali mesmo. A jogada que dará o terceiro gol de Tenório no campeonato e nosso empate, é criada sob apupos. O Vasco merecia sair do primeiro tempo com um empate pelo menos. Fazia uma apresentação correta até levar um gol.

O time pareceu mais leve também, mais calmo e concentrado. Concentrado mais nem tanto. Se não é aquele “péssimo e horroroso” goleiro que temos, os caras pulariam na frente do placar, explorando as costas do péssimo e horroroso Max. Terrível.

Nosso goleiro “péssimo e horroroso” já tinha feito outra grande defesa no primeiro tempo.  
Pouco depois, Vossa majestade cobraria falta na nuca de Nílton para virar o placar e a torcida a favor.

O gol é do Juninho. O Nilton só fez o gol.

Dali em diante, o time do Palmeiras, mais feio que bater em mãe, ficou totalmente entregue. E ficou mole pra nós. Felipe entrou no lugar de John Cley, que parece muito promissor( e já tem tamanho de homem) , e comprovou as propriedades “xamânicas” do futevôlei . Jogou 30 minutos de futebol que não jogava há muito tempo.  Dominando o jogo, Tenório recebeu no contra-ataque e deu um passe de Juninho pra Juninho meter pra dentro como Tenório.

O gol é do Tenório. O Rei só fez o gol.

O resultado traz pelo menos a tranquilidade para o próximo réu começar seu trabalho.
E o burro da vez é o Marcelo Oliveira, que desde já desejo toda sorte. Ele vai precisar. Todos precisam.
Aos burros de sempre, peço paciência para que deixem o homem trabalhar. Deixa o cara conhecer os jogadores, ele conhece bastante até, deixa ele assentar a filosofia dele e pelo amor de deus, deem um mínimo de crédito para o cidadão! No mercado, era de fato a melhor opção e corroboro o elogio de outros companheiros à diretoria pela forma com que fez a troca. Foi ágil, o que é deveras surpreendente. Agilidade não é bem a marca da administração do meu ídolo Roberto.

Meu ídolo Roberto que está mais pressionado do que nunca. Quem mandou vender o título?Agora aguenta! A agenda política vai dominar a discussão. Troca nas vice-presidências, mudanças no departamento de futebol. Essas coisas de gabinete eu deixo pra quem conhece falar. Espero que os engravatados que sentarem as bundas nas cadeiras vagas toquem o negócio pra frente. Que sejam escolhidas figuras que possam no mínimo se dedicar integralmente às funções que exercerão, único modo de fazê-las de forma eficaz .

Urgente pra mim é saber quem será o cara que vai passar a mão no telefone e ligar pra empresário, jogador e trazer pra ajudar o Vasco dentro do campo. O Daniel parece que não tem telefone de ninguém né? Aí não dá! De resto ....vocês que são brancos que se entendam. O que vocês decidirem aí pra mim tá bom.
Mas faz um negócio direito, olha lá hein.

Notas:

1.Obrigado professor Cristóvão! Tudo de bom na sua vida e muito sucesso na sua carreira. Esteja certo que estarei em São Januário para aplaudi-lo se um dia o senhor voltar como rival. Ou quem sabe, como aliado.

2. Seja bem vindo professor Marcelo!  Que você consiga ter o jogo de cintura para comandar um gigante como o Vasco e nos leve aos títulos que ainda lhe faltam na carreira e povoam nossas esperanças. Se não for possível...dá pra seguir  pelo menos com essa “droga” de “boa campanha”?Para esse ano e com nosso elenco tá lindo!

3. John Cley: Parece que o moleque é bola mesmo. Vamos ver o que próximos capítulos dirão. Em princípio, anima. Luan: Não entrou uma na boa ainda. Queria ver testado ao lado do Dedé, mas acho que ainda precisa um pouquinho mais de corpo ou então vai ter que jogar muita bola. Dizem que joga. Torço pra isso. Marlone: Dizem ser o mais promissor deles. Tomara. Tem que entrar na boa também.

4. Nada melhor que ter o Botafogo como rival pela vaga na Libertadores. Light!

5.”Mate Max”,nããããããããããããããooooooooooooo!

6.Olha só.... colé  da situação do Renato Silva? Cadê? Que porcaria de documento é esse? Simplesmente não se fala mais sobre isso. Não tem sentido esse negócio! E o Rodolfo?  Que que houve com as pernas dele? Ninguem sabe, ninguém viu? Cadê?

7. Mauro Galvão está no Vasco. Isso é sempre bom.Boa sorte capitão América!

8.Tenório.

9. Dedé.

10.Juninho.

11.Juninho.

1000. Juninho.

Abraço a todos

@joao_almirante

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Campeonato Japonês


Das três partidas que o Vasco fez diante do Corinthians esse ano, a de ontem com certeza foi a pior.

Fomos dominados por um time muito bem armado pelo Tite em dois terços do jogo e  é importante o registro: A vitória sempre esteve mais próxima deles do que de nós.

Não demos um chute perigoso pra porcaria do gol!

E para quem não deu chute no gol, a mediocridade do zero a zero ficou de bom tamanho.

Também não foi um vareio paulista. Bastante longe disso.

Tanto não foi, que tirando a cabeçada do Douglas no último lance do primeiro tempo, à rigor a única chance clara da partida, nada mais aconteceu.

Jogo amarrado, brigado, muita marcação, muita disciplina, muita transpiração e pouquíssima inspiração. Assim também foram os confrontos pela Libertadores, mas a diferença é que naquela oportunidade o Vasco até flertou com a vitória. Roubou um beijo no Rio e chegou até a segura-lá pelas ancas em São Paulo.

Ontem nem isso.

O Corinthians é o time mais difícil de ser batido no Brasil atualmente.

Os caras não tomam gol cara! Simplesmente não tomam! TODOS os jogadores do time viram primeiro volante sem a bola e todo mundo sabe o que fazer com a redonda no pé.

Parece um time de japonês que sabe jogar bola, manja? Uma disciplina nipônica irritante! Quase impossível iniciar um ataque sem que todos os jogadores já estejam bem posicionados, guarnecendo a defesa.

Para vencê-los, para cumprir a tarefa hercúlea que é fazer um gol nesses caras, é necessário velocidade. Toque de bola  rápido e preciso.

Não dá pra fazer isso em São Januário. O então melhor gramado do Rio de Janeiro, um dos nossos orgulhos, é uma vergonha atualmente. VERGONHA com todas as letras maiúsculas!

Se o campo atrapalha o desempenho de nossa majestade, calcule o impacto que causa no desempenho das 21 figuras mortais que  compartilham o gramado com  ela.

Como cê vai tocar a bola rápido, com precisão, dar tapa de primeira, conduzir, driblar, tendo que se desviar de um monte de trincheira e de um monte de maluco correndo atrás, dando botinada? Não dá! Então não vai dar pra ganhar do Corinthians, a não ser num lance fortuito, num escanteio, numa faltinha, numa jogadinha dessas, que ontem infelizmente não rolou

O gramado de São Januário ( e outros tantos, sejamos justos) potencializa o termo “domínio de bola”.

O cara tem que realmente dominar a bola, matar a bola, assassinar a bola! Por que ela chega viva, serelepe, toda crackuda e sem rumo. No que tu vence o duelo com a bola, o que nem sempre  é possível, tu segue brigando com o campo tendo que  passar do Paulinho, do Ralf, daquele pentelho do Jorge Henrique. Tá dendágua.

A adversidade do campo é pra todo mundo, também atrapalhou o Corinthians, e claro, o bom futebol. Que também foi atrapalhado pelo juiz, que nem tendeu pra um lado nem pra outro. Ele era simplesmente horrível. Horrível pra nós, pra eles, pro espetáculo. Não satisfeito em ver o gramado amarrar o jogo, resolveu ele também embolar as coisas um pouquinho mais.

Mas vamos falar de coisa boa, por que elas existem. 

Já são seis jogos sem tomar gol. Não é pouco. Douglas assumiu a titularidade e , mesmo sem a companhia de Dedé, fez novamente ótima partida.  Está ganhando confiança e cresce a cada partida. Me lembra, sem exagero, o inicio do Dedé.  Promete o garoto. 

A organização defensiva, como um todo, é elogiável, e começa lá da frente. Também somos um pouco japoneses bons de bola como o Corinthians. Talvez um pouco mais bons de bola, mas um tantinho menos japoneses.

O ataque, no entanto, perdeu força. Muita força. Não só pela ausência do Diego Souza, mas principalmente pela ausência  espiritual do Éder Luiz. O corpo tá lá, eu posso ver. Os dentinhos separados, aquela cara de pescador, mas o tônus foi embora. E isso é muito, se lembrarmos que há nem tanto tempo atrás o Éder Luis era “A nossa jogada”.

Que jogada tinha o Vasco? Correria do Éder Luis! Mas nada que o Chico Bento tenta dá certo. Diferente do que acontecia antes, quando a bola chegava nele e o ataque nascia, crescia, evoluía e muitas vezes morria dentro do gol do adversário, hoje chega nele e morre. Chega nele e morre. Meu amigo Kadu disse algo interessante: “O Éder Luis já errava várias quando ele jogava bem, agora que ele num tá jogando nada....” Pois é. Um banquinho não faria mal ao meu querido Éder Luis. Ele vai viver! Ele tem que viver!

Mas vivo mesmo está o Tenório! Entrou pilhado no jogo contra o Corinthians e a partir dele, o Vasco viveu seu melhor momento dentro do jogo. Mesmo que não tenhamos criado nada, a presença do Tenório trouxe maior presença ofensiva ao Vasco. Ele brigou, dividiu, fez falta, caiu, levantou, tentou tabelar, driblou, caiu de novo, correu pra tudo que é lado. Ótima reestreia, ainda mais diante do tempo que ele ficou parado. 

Parado não, epa! O cara não ficou parado um segundo, dormia e acordava na fisioterapia e por isso já tá na pista de novo!  Simplesmente não tem como o gringo dar errado! Com certeza vai ajudar muito e pode ser a solução que tanto buscamos para o ataque. Que assim seja!

No mais, um pontinho mais. Meio de semana é o Sport lá na Ilha, outro campo safadinho, outro jogo que promete ser difícil, outro jogo em que o Vasco entra como favorito. Tirando um ou outro, ser favorito é regra pro Vasco. Quando não somos, estamos de igual pra igual.

Que alegria esse Vasco da Gama! Sempre Rumo ao Penta.

@joao_almirante

terça-feira, 19 de junho de 2012

O MAIOR ÍDOLO DA HISTÓRIA



Quando Juninho saiu do Vasco no início de 2001, deixando uma irremediável saudade em todos nós, ele saiu com um dos grandes ídolos da minha geração.

Quando ele voltou no ano passado, voltou já consolidado como um mito, como um dos maiores ídolos da centenária história do Vasco.

A verdade, meus amigos, é que eu nunca me cansarei de falar bem do Juninho, ou como prefiro me referir a ele, nunca me cansarei de bem dizer a Cruz de Malta de Chuteiras!

Já imagino a conversa que terei com o filho que ainda não tive, que se chamará Antônio Augusto e nascerá em uma maternidade em Recife. “ Ah meu filho, não se fazem mais Juninhos hoje em dia! Ele era mais que um jogador, ele era o Vasco. Eu era feliz e mais feliz ainda por saber que eu era feliz ”

Sou intolerante às críticas ao Juninho. Totalmente. Não aceito o exercício da democracia, da livre opinião, quando a pauta é o Magnânimo Rei. A única crítica que aceito em relação ao Juninho, é a autocrítica.

Sou tão irredutível nessa questão, que até a autocrítica do Rei me deixa um tanto desconfortável. Fico puto mesmo! A humildade irritante do Juninho me deixa puto as vezes!

Como pode um cara com a envergadura dele, com a trajetória, a irrepreensível carreira, ser tão humilde desse jeito? Ele é do tipo que pode falar com a boca cheia “ Eu sou o cara!”, mas prefere falar só com os pés. Provavelmente o que me deixa puto é seu maior segredo.

Juninho é um capitão para além do par ou impar. É um verdadeiro líder, dentro e fora do gramado. Um líder que não precisa gritar, nem dar soco na mesa para ser ouvido. Perceba que a cada gol do Vasco, sendo ele ou não o autor, ele chama todos os companheiros para o abraço.

Como um pai, dá um beijo na testa de cada um. Como um pai, imediatamente após o ápice do gol, ele já vem com recomendações. Perceba! Ele volta para a nova saída de bola sempre sussurrando um melhor posicionamento para um companheiro.

Em um diálogo sensacional transcrito pelo Vitor Roma em uma sua última coluna no Blog da Colina, Juninho dá uma bronca em Bárbio. Permita-me a re-transcrição. Fim da entrevista coletiva, Juninho olha para o Bárbio e logo pergunta: neguinho, você não combinou comigo que iria ficar 15 minutos depois do treino fazendo finalização? Ao que Bárbio responde: Mas eu fiquei... Juninho retruca: Ficou nada, mas amanhã você não me escapa. Vou ficar com você para garantir!

Isso é realmente sensacional e dá a medida da importância, paternal mesmo, que ele tem para os garotos do Vasco. Imagina rapaz, todo dia tu acordar para treinar sabendo que vai  jogar bola  com o Juninho Pernambucano? Qualquer um evolui!

E para fugir um pouco só desse lado de espelho da melhor qualidade que ele é para os jovens, temos que destacar que nem só com profissionalismo o Juninho chegou aonde chegou. Naqueles pés moram um talento incontestável , subaproveitado pela seleção Brasileira.Há 10 anos, quando ele tinha 17, ele já jogava o fino da bola, um craque mesmo, desde sempre. Hoje, com 27( 37 anos? Ah... meu Amigo, me conte outra!) parece só ter melhorado.

Sim! Melhorou!

Como um verdadeiro mito, Juninho só ficou e ficará cada vez  maior com o tempo!Chegará o dia que dirão que ele nunca errou uma cobrança de falta. (Errou?). Me diz se não é uma coisa de predestinação: O cara fica dez anos fora, volta ,e no primeiro jogo, mete um golaço numa falta lá da casa do chapéu!No primeiro chute, quase no primeiro toque!É ou não é a Cruz de Malta de chuteiras?

Hoje ele não tem mais o vigor de antes, você vai ponderar. Mas e daí.. Juninho não corre o mesmo, só corre o certo. Sabe exatamente tudo que está acontecendo dentro do jogo, e por isso que faz lançamentos de 50 metros como quem bebe um copo d”água.Ele não precisa correr o mesmo de antes para sobrar na turma. Falta, de perto, com um jogo por semana, perna leve? Saco, meu camarada!

Juninho vai coroar seu reinado com o Pentacampeonato Brasileiro!

Será o Maior Ídolo da História do Vasco.

@joao_almirante

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Não pode e não vai!






Esperava o título da Taça Guanabara para me manifestar pela primeira vez no ano sobre o promissor time do Vasco.


Acredito que há essa altura já temos um objeto para um comentário mais elaborado.


Infelizmente o título não veio, mas ele não apaga o valor da caminhada até aqui.


Apontar culpados na derrota é fácil- o primeiro instinto- e poucas vezes totalmente explicativo.


Cristovam, como sugere o nome, será o primeiro crucificado.


A rigor, enxergo apenas um erro dele, sistemático ,aliás.


Escalar Felipe Bastos de titular. Ainda assim, é possível entender.


Sem Rômulo,sem Alan, sem Jumar( Meu Deus, que falta faz o Jumar!) somente o Bastos tem características para contrabalancear um volante pesado, e péssimo, como o Nílton. Embora ele também seja fraco, se movimenta e cobre uma área maior do meio campo com sua correria, que, no entanto, de nada adianta quando incoerente.


Felipe e Juninho não podem jogar juntos. Até a segunda página.


Contra times modestos do Rio e até mesmo da Série A, a utilização conjunta provavelmente é a melhor alternativa de jogo que podemos ter.


Contra o Fluminense, na Final da Taça Guanabara,naturalmente que não.


O Fluminense é forte ao nosso nível, com vantagem considerável em termos de elenco.


Titulares diante de titulares, tenso equilíbrio, porém.


Logo, o jogo é igual como se esperava.


Wellingnton Nem fustigava no ataque e incomodava a atuação de Fágner ,uma das nossas principais peças. Deco, com a liberdade muito acima da recomendável, organizava o time.


Pelo Vasco, Juninho cumpria a mesma função do craque tricolor, com a mesma excelência. Willian Barbio, lépido, agressivo, cheio de personalidade, era quem perturbava a zaga adversária.
E por ser essencialmente um jogo, muito mais do que um esporte como os outros, a sorte é variável fundamental para determinar o destino da história.


Circunstâncias falam muito mais alto que estatísticas.


Esse conceito é conhecido como “Se”.


Se a trave fosse mais generosa no chute de Diego Souza, tudo poderia ter sido diferente.


E, além de não ser, na sequência do lance, penalti a favor do Flu.


O 1 a 0 ainda nos mantinha muito vivos no jogo.


O 2 a 0, desenhado em chute primoroso de Deco, dava contornos mais decisivos.


Alterou-se todo o planejamento que se poderia ter para uma virada organizada.


Organização que tentou ser mantida até o terceiro gol, outro de Fred, com contribuição relevante de Rodolfo.


Enquanto ele não entender o que é jogar no Vasco, deve ser banco de Renato Silva, aliás, como já deveria estar sendo.


Mais do que as falhas, várias até aqui, o mais irritante é a soberba dele de comedor de mortadela e arrotador de caviar.


A partir dali, pouca coisa havia para ser feita.


Colocar Felipe naquele momento exporia o time ainda mais.


Cristovam optou por impedir que a derrota, inevitável, se tornasse um vexame.


Preocupação, cá pra nós, das mais pertinentes diante das circunstâncias.


E por isso pôs Eduardo Costa no lugar de Bastos.


Não havia e nem haveria de ter mais nenhum esquema tático naquela altura.


Com coração, Dedé abandonou a zaga e o fez porque pareceu uma solução desesperada, normalmente as únicas que dão certo num momento de desespero.


O Fluminense perdia a chance de nos impor uma derrota histórica.


O juiz, bom, quer dizer, mau, o juiz era Marcelo de Lima Henrique e, mesmo que não tenha cometido erros para influenciar o resultado, minava os ataques do Vasco marcando faltinhas em disputas físicas entre zagueiros e atacantes grandões. Como é mesmo o nome disso? Ah... sim, Futebol.



Da cabeça de Eduardo Costa, sai o gol que diminui a vantagem, que reascende a chama da esperança nos corações mais apaixonados. Felipe já está em campo. Àquela altura, o vexame já havia sido evitado. Era prudente colocá-lo.


Dedé cabeceia a bola na trave. Alecsandro,da pequena área, não consegue vencer o goleiro adversário. O gol que poderia expor tacitamente toda a maluquice que pode ser a história de um jogo de futebol, não acontece.


Time de pouca sorte o Vasco.


Vencido na primeira estação por um adversário tão bom e tão merecedor quanto.


Vencido por detalhes, porque um lado precisa comemorar e ao outro cabe o lamento.


Cabe a nós imaginar o que separava o destino se aquilo e não isso tivesse acontecido e, porque não, dar vazão ao estridente som das nossas cornetas.


Ainda resta mais um turno a ser percorrido, ainda é possível bater campeão e não há quem possa duvidar que podemos vencer o carioca. Peças cruciais como Éder Luiz e Rômulo irão retornar.Tenório e Abeleiras se juntarão a nau.Teremos mais opções e mais qualidade.


A Taça Guanabara é importante para garantir um segundo turno mais tranqüilo e uma vaga na decisão que será lembrada.


O elenco do Vasco permite, comprovadamente, que a fase de classificação da Taça Rio seja tranqüila da mesma forma.


O foco, como deve ser e sempre foi, é a Libertadores.


Não tem dilema, não tem conflito de interesse.


Se a Taça Rio puder atrapalhar a campanha na Libertadores, deve ser descartada e o Campeonato Carioca tratado pelo tamanho que tem: o menor e menos importante da temporada.
Para um primeiro momento, o desempenho do Vasco é satisfatório.


Existem problemas, existem desfalques, mas existem muito mais virtudes, existe, por exemplo, a grata surpresa que é o Willian Barbio. Moleque sem medo, com a cara do Vasco.


A derrota não pode apagar o trabalho excepcional e o valor do time brioso que temos.


Não pode e, depois de passada a tormenta e soadas as trombetas do apocalipse, não vai.


Temos um time, temos camisa, temos torcida, temos profissionais e, acima de tudo, homens nos representando.


Não tem como dar errado.


E não vai!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vice-Campeão Brasileiro de 2011


Querem que eu sinta uma tristeza que não sinto.

E, sobre meus ombros, pôr o peso de um estigma que não resiste à uma breve e pueril consulta histórica.

Querem que eu sinta vergonha pelo meu mérito.

E vendem que minha luta foi em vão.

O Vascaíno não comemora o vice.

Não está orgulhoso da não conquista.

Não está satisfeito por ter sido eliminado.

O Vascaíno comemora o Vasco.

O Vasco que ele conheceu quando criança.

Voltando a ocupar o espaço que é seu de direito.

O Vasco que briga pelo máximo, sempre.

E por isso é tantas vezes vice.

E é por isso é tantas vezes campeão.

Mais uma vez atingimos a honrosa segunda colocação ao final desse Brasileiro.

Feito já obtido outras duas vezes, diante do Inter, em 79, e Fluminense, em 84.

Das sete vezes em que estivemos disputando o título, vencemos quatro.

Em nossas três finais sul-americanas, vencemos todas.

Números que nada Interessam nesse momento.

Momento de se lamentar pela não conquista de um time que merecia, que podia, e que provavelmente usará essa campanha como combustível para as conquistas, naturais, que se seguirão.

Em breve, muito breve.

Não perdemos o campeonato nesse jogo. Você há de se lembrar, sem a necessidade de apontar , de vários pontos jogados pela janela .Tungados pela arbitragem.

Pode até dizer que quatro deles ficaram nos bolsos do Péricles Bassols.

Dirá em vão. Sem Razão.

Sempre soubemos que não podíamos depender da sorte decidida pela arbitragem.

Precisaríamos ultrapassar mais essa barreira e não conseguimos.

Cedemos ao cansaço, sem jamais ir a nocaute.

Derrota por pontos. Dois pontos.

Você também pode dizer que o campeonato está armado para o Corinthians.

Argumentação que encontra indícios, ou pelo menos suspeitas, para se sustentar.

Provar? Impossível.

“No creo em las brujas, pero que las hay, las hay”, diria o outro.

Entrar em qualquer discussão é o pior que pode ser feito.

Rebatê-los é trazê-los ao nosso plano, ou, ainda pior, submergir ao deles.

Protagonistas e coadjuvantes não devem se misturar.

Hoje o Vascaíno sente orgulho.

O Vascaíno, eu, comemora o Vasco.

O Vasco que eu conheci quando criança.

Forte, respeitado e temido.

Um dos favoritos a todos os títulos do ano que vem.

Objetivamente falando: Temos uma base vice-campeã brasileira, que precisa de reforços absolutamente pontuais, com destaque para contratação de um atacante de melhor nível. Uma ou outra coisa ali, uma composição de elenco, meia-dúzia de dispensas. Só.

Nossas perspectivas são as melhores. E estamos em ascendência técnica, coletiva, individual, institucional, estrutural.

Não nadamos e morremos na praia, como diz o clichê de quem nem a nadar se prestou.

Estamos nadando ainda, a plenos pulmões.

Sem colete salva-vidas, sem “pré-qualquer-coisa-na-bolívia”.

Sem se contentar com “vitória moral”, até porque ela nada significa em um terreno que moral é só uma palavra sem ligação com seu sentido.

Mas eles querem que eu sinta uma tristeza que não sinto e, sobre meus ombros, pôr o peso de um estigma que não resiste aos fatos. Querem que eu me envergonhe do meu mérito e vendem que minha luta é vã.

Eles querem, patéticos, não conseguem.

O Vascaíno comemora o Vasco.

De cabeça erguida.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vai pra cima!



Nunca houve um time que cumprisse tão a ferro e fogo a ordem das arquibancadas, como o Vasco de 2011.


“Uh! Vai pra Cima! É o Trem-Bala da Colina!”- pedimos nós, ainda lá atrás, quando o time esboçava uma reação no Campeonato Carioca.

Vocês certamente se lembram da partida em que esse grito foi cunhado, ou, pelo menos, quando ele ficou marcado.

Bernardo, até então um quase desconhecido, destruiu um dos timecos do carioca, marcando três belos gols.

E o Trem- Bala surgia ali, naquele dia.

Ao mesmo tempo que se remetia ao Expresso da Vitória- Maior Time de Toda a História do Vasco- se contrapunha ao famigerado bonde sem freio , hoje, também, sem vaga e sem rumo.

E desde que surge o Trem-Bala, ele vai pra cima!

Força máxima em todas as competições!

Dedicação e perseverança!

Além de um excelente time de futebol.

Um elenco recheado de individualidades que tem no conjunto o seu grande craque.

Todos os principais jogadores do time tiveram seus momentos de protagonismo em algum período da temporada: Eder Luiz, Juninho, Felipe, Diego Souza, Bernardo, Alecsandro, Élton.

Isso, claro, apoiado na regularidade impressionante de alguns jogadores, como Fernando Prass, Jumar, Allan, Fágner, Rômulo e Dedé.

O nosso zagueiro sendo um capítulo extenso e especial à parte: Engoliu todos os grandes atacantes do futebol Brasileiro e palitou os dentes com os menos renomados. Excepcional em 99% das partidas em que atuou, sendo decisivo na defesa em todas, e no ataque em várias delas. O único jogador sem substituição ou paliativo no elenco. O melhor zagueiro do futebol sul-americano, com sobras. Forte, Rápido, Técnico, Leal. GIGANTE! UM MITO!

Sua última vítima foi Fred, no clássico(zinho) eletrizante diante da Unimed.

Com as duas equipes tendo que vencer, o jogo foi aberto.

Chances perdidas, o previsível gol legítimo anulado de Diego Souza, a previsível péssima e tendenciosa arbitragem de marcelo de lima Henrique(minúsculo, por favor), e a previsível dedicação dos dois times. Os dois melhores.

Só que esse ano, podem nos igualar na técnica e na tática, mas na vontade não dá!


O Trem-Bala foi pra cima e conquistou mais uma de suas épicas vitórias!

E agora vai para o Chile, e vai pra cima(!) com a força máxima que Cristovão tiver a disposição!

E se por acaso nada for conquistado, teremos a certeza de que tudo isso não foi em vão!

Esta longe de ser em vão a hombridade tão rara que o Vasco tem mostrado nessa temporada!

Mas é claro que nós queremos ganhar! E temos totais condições para isso!

Vamos em busca do nosso destino!

Eu acredito! Acredito que eles vão perder e nós vamos ganhar! Se eles merecem também, e é evidente que são merecedores, merecem menos que nós. É a nossa história que vai ser contada! A história de um time que superou todas as dificuldades, todas as desconfianças e desde sempre se mostrou campeão. Um time que escreve um capítulo glorioso na história do clube e nas páginas do futebol mundial.

Um time que simplesmente foi pra cima!

E vai pra cima! Sem medo de ser feliz!